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Como produzir mais e crescer em rentabilidade

Por   /   14 de agosto de 2017  /   Nenhum Comentário

Helaine Gnoatto Zart | contato@afolhadosul.com.br

Roos reúne produtores para transferir conhecimento sobre produtividade, mercado, tecnologia e controle de doenças

 

Aproveitando o momento em que os produtores estão planejando as lavouras de verão, a empresa Roos promoveu o segundo Seminário Insumos no Campo reunindo mais de 350 produtores na Bier Site Eventos, em Carazinho, na terça-feira, dia 8. Foram cinco palestras com especialistas realizadas das 9h às 17h. Nos intervalos, técnicos das empresas apoiadoras do evento, parceiras de negócios do Roos – Du Pont, Yara, Adama, Agroceres e Basf – apresentaram dicas sobre o uso de seus produtos para impulsionar a produtividade de grãos.

O diretor vice-presidente, Airton Roos, abriu o seminário cumprimentando os produtores que aproveitaram a oportunidade de se atualizar com relação ao mercado e ampliar conhecimentos sobre a produção de cereais.

– Convidamos especialistas em suas áreas para oferecer informações que possam ser úteis na tomada de decisão dos produtores na hora de estabelecer suas culturas e nosso objetivo também é mostrar a importância de o produtor se profissionalizar na atividade – afirmou Airton Roos.

Quem participou recebeu um formulário para avaliar o evento e cada um dos temas abordados. As manifestações registradas em grupo de Watsapp comprovaram a aceitação e o aproveitamento.

– Palestrantes de alto nível, com grande contribuição ao agronegócio – avaliou Renato Vargas.

– Realmente foi muito bom. Evento técnico e com foco, isso é fazer a diferença – Daniel Sbardelotto.

– Grandes nomes do agronegócio e assuntos pertinentes – Dauana Della Libera.

 

Soja não tem substituto no mercado

Consultor de mercado Eduardo Vanin

Para falar sobre demanda mundial por alimentos, tendências e perspectivas, o consultor de mercado da Agrinvest, Eduardo Vanin, traçou um panorama sobre os estoques mundiais, preços e mercado dos três principais cereais: trigo, milho e soja.

– Quando um produto fica muito caro ou falta no mercado, a tendência é substituí-lo. Assim ocorre com a carne, com o trigo e o milho e com os óleos vegetais, somente a fibra da soja não tem substituto e é indispensável na fabricação de ração – explicou Vanin justificando a importância da soja na produção de 71% da proteína animal consumida no mundo.

Ao falar sobre o comportamento dos preços, o consultor afirmou que as commodities estão hoje com os preços no nível de equilíbrio, mas mostrou que os picos de preços da soja permanecem mais tempo do que o trigo e o milho.

A soja disparou o preço em 2010 e levou sete anos para voltar ao nível de equilíbrio. O milho levou quatro anos e assim como o trigo, os valores recuam porque são facilmente substituídos.

O consultor estima que a safra americana de verão terá uma leve queda e se a América do Sul não produzir bem, os preços devem voltar a subir.

– Não deixem de plantar milho. Quanto à soja, façam os cálculos e vendam quando o preço oferecer rentabilidade – orientou o consultor de mercado.

 

O que os pontos de alta produtividade têm em comum

Eduardo Schmitt

O trabalho de sistematização de dados de 14 anos realizado pela empresa Analys, que quebrou muitos paradigmas sobre fertilidade de solo, foi apresentado por Eduardo Schmitt.

Especialista em realizar exame de solo, a Anlys agrega informações que contribuem para o aumento de produtividade. As informações têm como base a pesquisa on farm que a empresa realiza.

– As novas variedades respondem à fertilidade do solo, isso torna a correção do solo uma prioridade e parte de uma boa análise – afirmou o diretor da Analys.

Dentro os fatores que interferem na produtividade, a fertilidade tem a vantagem de poder ser controlada.

– Hoje 39% dos custos das lavouras no Brasil é com fertilizantes, é quase o dobro do que os EUA gasta e até quatro vezes mais do que a Argentina e, mesmo assim, somos mais competitivos. Podemos ir além se formos mais eficientes nos gastos repondo no solo as quantidades exatas das suas necessidades para produzir mais – enfatizou Eduardo Schmitt.

A Analys monitora 80 lavouras que realizou a análise de solo e os produtores fizeram a correção com as indicações ideais de Nitrogênio, Potássio, Fósforo, Enxofre, Magnésio e Cálcio. Destas, pelo menos 30 são na região do Roos, onde teve lavoura registrando 110 sacas por hectare de soja.

– As novas variedades de soja não toleram alumínio. Em todos os pontos de alta produtividade não havia traços de alumínio, mineral que inibe o crescimento da raiz. Quem quiser vencer a barreira dos 70 sacos por hectare precisa mudar as práticas voltadas para a nutrição – explica Schmitt.

 

Produtor gasta demais e sem necessidade

Professor Silvestre Ballettini

Professor da Universidade Estadual do Norte do Paraná há 34 anos, Silvestre Ballettini desafiou os produtores a reverem a maneira como combatem as pragas na lavoura. Com vínculo apenas nas pesquisas, afirmou diversas vezes que os produtores gastam demasiado, sem conhecer a necessidade e por comodismo, porque “ficou muito fácil ganhar dinheiro”.

Falando especificamente do percevejo, praga que era secundária, mas nos últimos anos vem aumentando a população na soja e no milho e atua na planta como um câncer, apresentou todos os tipos que aparecem nas lavouras do Brasil e estudos que mostram a necessidade de combater no início, para evitar perdas que podem chegar a 11% da produção.

Para identificar a hora certa de aplicar o inseticida, disse que não tem tecnologia que supere o pano de batida. Alertou sobre as dosagens e o horário da aplicação, para que o produto chegue na parte inferior da planta, onde se concentram os percevejos.

De acordo com Ballettini, a melhor forma de controlar o percevejo é por contato: em 12 horas a contaminação tarsal tem 100% de eficiência. Apresentou estudo da aplicação dos produtos com sal, que faz com que o percevejo permaneça mais tempo sobre a área pulverizada, aumentando o tempo de contágio e a eficiência da aplicação.

– O produtor não acredita em tecnologia que não custe caro – afirmou.

De acordo com o professor, a soja do futuro terá menos folha, uma única haste, menos raiz, menor porte, ciclo mais curto e será altamente produtiva.

– Teremos cada vez mais materiais precoces, que ficarão prontos entre 87 dias a 105 dias. O produtor planta soja pra ganhar dinheiro, então precisa fazer melhor e acompanhar as mudanças – afirmou.

 

Erros no manejo afetam eficácia dos produtos

Mônica Debortoli

Os aspectos que afetam o controle de doenças que atingem as lavouras de verão e a melhor forma de manejo foi o tema abordado por Mônica Debortoli, do Instituto Phytus. Além da ferrugem, disse que existe um complexo de doenças tomando proporção e causando danos muito significativos nas cultivares.

– Ao aplicar o produto, o agricultor não está levando em consideração os fatores que interferem na ação e estão comprometendo a eficácia – alertou a técnica lembrando que a indústria não tem nada de novo.

– Vamos ter que olhar para dentro e ver como fazer funcionar melhor, observando os fatores  e o quanto eles afetam a ação dos produtos.

Mônica afirmou que o concurso desenvolvido pela CESB no Brasil é referência sobre o uso correto dos fungicidas e comprova a eficácia quando aplicado corretamente.

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